‘A divulgação da banda aumenta muito com a troca de arquivos pela internet’, diz Fresno

24 09 2009

Por@brunogalo e @livia_wachowiak

Criada em Porto Alegre, em 1999, a Fresno resolveu vir para São Paulo em 2006. Em pouco tempo, a banda se tornou um “fenômeno cultural moderno de marketing virtual de guerrilha, mesmo que isso tenha sido “meio” sem querer”, brincam, no próprio site do grupo. A banda, que usou as ferramentas digitais para divulgar seu trabalho, já lançou cinco CDs e três DVDs (sendo um demo) e disponibiliza no site links para o MySpace, YouTube e Fotolog deles. A página traz também produtos como camisetas personalizadas, além de outras frentes como o ‘Fresno Clube’, que deve ser lançado em breve. Vavo, o guitarrista da banda, foi quem respondeu nossas perguntas. O Fresno foi nosso nono entrevistado.

Fresno

“Quando a banda começou, não dispúnhamos de muitas formas de divulgação. A televisão, o rádio, as revistas e os jornais estavam completamente fora do nosso alcance. Então, nos concentramos em divulgar nossas músicas na internet, uma ferramenta nova que estava em crescimento. Isso foi no início da década. Não foi algo premeditado, como pode-se ver. Simplesmente foi a única maneira “barata” de divulgação que encontramos“, disse Vavo por email.

“As mudanças dos últimos anos têm seus pontos positivos e negativos. Podemos destacar como pontos positivos a facilidade de divulgar uma música, o fácil e rápido acesso às músicas de qualquer lugar do mundo, a possibilidade de gravar um bom disco em casa para todos ouvirem sem que se precise de uma gravadora por trás disso. Atualmente têm muitas bandas boas por aí que talvez não fossem conseguir mostrar suas músicas antes das mudanças. A relação musico/gravadora realmente mudou. Agora, é preciso muito diálogo e trabalho de ambas as partes. Não adianta achar que a gravadora vai fazer tudo quando na verdade cobra-se cada vez mais uma relação muito próxima entre fã e artista“.

O fã é o maior patrimônio de uma banda. Sem fãs, não há banda. Os fãs vão aos shows, dizem o que acham das músicas, abrem teus olhos. Compram os discos, ouvem as músicas. E é pensando neles que fazemos tudo o que fazemos”.

“Se tu pode mandar um arquivo .pdf, .jpg ou .txt para um amigo, por que não pode mandar um .mp3? Ao mesmo tempo, isso infringe leis de direitos autorais. É necessário regulamentar isso. Aos poucos, parece que estão achando a solução. Nos Estados Unidos, as músicas são vendidas em sites como o iTunes. No Brasil, isso ainda está começando. A divulgação da banda aumenta muito com essa troca de arquivos pela internet, não dá para negar. As gravadoras podem deixar de ganhar dinheiro vendendo cds, mas ganham com o aumento da venda de shows. Tudo é relativo. É preciso achar um equilíbrio que todos ganhem com isso”.

* foto de flickr.com/gustavovara

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